Cônego José Antônio Marinho
Metadados
Título
Cônego José Antônio Marinho
Descrição
Representação de um homem de idade entre 50 e 55 anos, posicionado de perfil, com o olhar direcionado para frente. Possui cabelo curto, entradas bem evidenciadas acima da testa (lado direito), lábios finos e boca fechada. Não possui barba nem bigode. A orelha direita encontra-se totalmente à mostra. Veste camisa de cor branca, com frisos na vertical e dois botões, com um lenço de cor marrom em torno do pescoço. O fundo da imagem se apresenta em tom ocre.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Santa Luzia - MG
Dimensões
54,0 x 44,0 x 3,2 (com moldura) / 43,5 x 33,5 (sem moldura)
Técnica
Óleo sobre tela
Procedência
Ateliê de Célio Nunes
Autor
Célio Nunes
Classe/subclasse
Acervo histórico/Pintura figurativa
Data
08/2009
Estado de conservação
Regular
Diagnóstico
A peça encontra-se em bom estado de conservação, não apresentando danos em seu suporte nem na camada pictórica. No entanto, a moldura apresenta perdas ocasioandas por ataque de insetos xilófagos.
Dados históricos
O quadro fazia parte da pinacoteca da Revolução Liberal de 1842, presente no acervo do MHAD. O pesquisador junto ao artista Célio Nunes foi o magistrado Carlos Henrique Caldeira Brant, conhecedor e pesquisador da Revolução Liberal.
Quanto à figura representada, segundo o site do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, José Antônio Marinho, teria nascido em 13 de março de 1853. Filho de lavrador, estudou no Seminário de Pernambuco, mas o abandonou para participar da Revolução de 1824 (Confederação do Equador). Depois de sufocado o movimento, percorreu os sertões, a pé, em busca de sua terra natal. Completou os estudos no Colégio do Caraça, ordenando-se padre em 1929. Foi professor de Filosofia em Ouro Preto (1834) e São José Del Rey, juiz de paz em um dos distritos de Ouro Preto, diretor-geral dos índios de Minas Gerais (1845) e fiscal do Tesouro dessa Província. Sua vida parlamentar iniciou-se ao ser eleito deputado à Assembleia Provincial (1836) e reeleito em 1838, 1839, 1842 e 1843. Filiou-se ao Partido Liberal em 1837 e à Sociedade Promotora da Maioridade do Imperador D. Pedro II. Destacou-se como um dos chefes da Revolução Liberal de 1842. Vencidos os insurgentes, foi preso, processado e anistiado em 1844. Na vida eclesiástica foi pregador da Capela Imperial (1839), cônego honorário (1840), camareiro secreto da Santidade, com honras de monsenhor (1847), cura de freguesia do S.S Sacramento da antiga Sé (1847) e protonotário apostólico (1847) Em 1848 fundou, na Corte, o Colégio Marinho, um dos mais conceituados estabelecimentos de ensino da época.
Características técnicas
A tela, pintada a óleo, possui paleta de cores não muito variadas, são elas: marrom, ocre, branco e preto. Não possui brilho acentuado e a moldura é de madeira chanfrada, superfície lisa e brilhante de cor marrom. O friso da extremidade interna é dourado.
Referências arquivísticas/bibliográficas
ASSIS, Maria Clara. Inventário dos bens culturais da Revolução Liberal de 1842. Santa Luzia, 2019.
IHGB. Disponível em: . Acesso em 25/05/2020.
Observações
Inscrições:
- “AGOSTO / 2004/ CÉLIO NUNES / Assinatura do artista]” à grafite, entre lado superior e centro; “REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1842 / ICONOGRAFIA / Nome: Cônego José Antônio Marinho / Fonte: Galeria dos Brasileiros Ilustres – S.A. Sisson / Técnica – Óleo sobre tela / Dimensões – 35cm x 45cm / Artista plástico: Célio Nunes / Data Julho / 2004 / Pesquisador: Marcos Henrique Caldeira Brant / Acervo patrimonial n º ____” inscrito em papel colado sobre a tela, entre o centro e o lado inferior; “Conego José Antônio Marinho” à grafite, no lado inferior; “PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA LUZIA / PATRIMÔNIO / Nº 50284”, inscrito em uma etiqueta metálica colocada sobre a moldura, entre lado inferior e canto inferior direito. (verso)
- Nº de registro: “R21” à tinta acrílica, no canto inferior direito (verso)
Número de registro
R21


