Tela Dona Josefa Mendonça Franco
Metadados
Título
Tela Dona Josefa Mendonça Franco
Descrição
Figura feminina apresentando ter entre 50 e 60 anos, representada de frente, olhar direcionado para o horizonte. Possui linhas de expressão na testa, nariz fino e longo, olhos arredondados e boca pequena cerrada. O cabelo está partido ao meio e porta uma espécie de chapéu amarrado no pescoço com um laço. Veste uma blusa marrom com gola em “v” presa ao centro com um broche em formato de flor. Usa um colar de pedras brancas, arredondadas que simulam pérolas. O fundo se apresenta em tom ocre.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Santa Luzia - MG
Dimensões
54,0 x 44,0 x 3,2 (com moldura) / 43,5 x 33,5 (tela)
Técnica
Óleo sobre tela
Procedência
Ateliê de Célio Nunes
Autor
Célio Nunes
Classe/subclasse
Acervo histórico/Pintura figurativa
Data
08/2004
Estado de conservação
Regular
Diagnóstico
A peça encontra-se em bom estado de conservação, não apresentando danos em seu suporte nem na camada pictórica. No entanto, a moldura apresenta perdas ocasioandas por ataque de insetos xilófagos.
Dados históricos
O quadro fazia parte da pinacoteca da Revolução Liberal de 1842, presente no acervo do MHAD. O pesquisador junto ao artista Célio Nunes foi o magistrado Carlos Henrique Caldeira Brant, conhecedor e pesquisador da Revolução Liberal.
Quanto à figura retratada, Josefa Maria Roquete Batista Franco Carneiro de Mendonça foi a única mulher envolvida na Revolução de 1844 identificada até o momento. Nascida em 1780, na Vila de Santa Luzia de Goiás (atual Luziânia), descendia de uma família influente, dona de terras e de escravos.
Durante o período da Revolução Liberal, Dona Josefa, na região de Araxá, fez o que pôde para dar suporte aos revoltosos. Após a derrota liberal, ficou presa por mais de dois meses. Após um ano foi julgada como a liderança principal do movimento do Araxá, mas seu defensor conseguiu inocentá-la, fazendo convergir para o seu filho todas as acusações. No entanto, uma anistia concedida por Dom Pedro II aos revoltosos, em 14 de março de 1844, livrou-o também de qualquer pena.
Após os acontecimentos da Revolução Liberal, Dona Josefa e sua família se deslocaram para Petrópolis (RJ), onde compraram novas propriedades. Morreu na cidade fluminense em 1855.
Características técnicas
A tela, pintada a óleo, possui paleta de cores não muito variadas, são elas: marrom, ocre, branco e preto. Não possui brilho acentuado e a moldura é de madeira chanfrada, superfície lisa e brilhante de cor marrom. O friso da extremidade interna é dourado.
Referências arquivísticas/bibliográficas
ASSIS, Maria Clara. Inventário dos bens culturais da Revolução Liberal de 1842. Santa Luzia, 2019.
ESTADO DE MINAS. Uma mulher sob o véu da história. Belo Horizonte, 2019. Acesso em 26/05/2020: .
Observações
Inscrições:
- “AGOSTO / 2004 / CÉLIO NUNES / [assinatura do autor]” à grafite entre lado superior e centro; “REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1842 / ICONOGRAFIA / ‘Nome: Josefa Maria Franco Carneiro de Mendonça / Fonte: Revolução Liberal de 1842, Martins de Andrade / Técnica – Óleo sobre tela / Dimensões – 35cm x 45cm / Artista plástico: Célio Nunes / Data: Agosto/2004 / Pesquisador: Marcos Henrique Caldeira Brant / Acervo patrimonial nº _____” impresso sobre papel, entre centro e lado inferior; “Da Josefa Mendonça Franco” à grafite no lado inferior; “PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA LUZIA / PATRIMÔNIO / Nº 50287” impresso sobre etiqueta de metal, no lado inferior. (verso)
- Nº de Registro: “R23” à tinta acrílica, no canto inferior direito (verso).
Número de registro
R23


