Bandeira do Império
Metadados
Título
Bandeira do Império
Descrição
Recorte de tecido em formato retangular, com aplicação de um losango de cor amarela, onde acima se observam alguns símbolos, e no centro, um brasão com fundo verde, onde dentro figura um círculo azul com estrelas brancas. Dentro deste círculo observa-se uma cruz de cor vermelha. O brasão está ladeado de dois ramos: o ramo da direita possui folhagem verde e pontiaguda e pequenos frutos de cor vermelha, e o da esquerda apresenta folhagem mais comprida, com pequenas dobras ao centro, e ambos estão arrematados na parte inferior do brasão por uma espécie de laço verde que sai da própria estrutura. Sobre o brasão existe uma coroa com traçado preto e fundo vermelho. No lado esquerdo da peça observam-se duas dobraduras para serem encaixados no mastro.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Belo Horizonte - MG
Dimensões
100cm x 127cm
Técnica
Tecido bordado tingido e recortado
Autor
Fabricação Industrial – BANDEBRAS®
Classe/subclasse
Acervo histórico/Bandeira
Data
Séc. XXI
Estado de conservação
Bom
Diagnóstico
A Bandeira do Império encontra-se em bom estado de conservação. No tocante ao suporte a trama encontra-se inteira, não apresentando nenhum tipo de ruptura ou perda. Os bordados e aplicações em tecido encontram-se inteiras e não existem pontos soltos nem com perda de material (linha), desfiado também não foram observados. As cores da trama utilizada para ambos os recortes, encontram-se esmaecidas, provavelmente ocasionadas pela incidência de luz direta que, através da foto-oxidação desbota os corantes presentes nas fibras de constituição dos tecidos. Com este processo de degradação somente as linhas mostram uma cor mais próximo ao original.
Dados históricos
A Bandeira do Império foi desenhada pelo desenhista, pintor e professor francês Jean- Bapstiste Debret. O artista contou com a ajuda de José Bonifácio de Andrada, conhecido como o Patriarca da Independência. José Bonifácio era naturalista, poeta luso-brasileiro e estadista, e teve papel decisivo no processo de independência do Brasil.
O projeto da Bandeira do Império ficou pronto em 1822 e vigorou até 1889. Foram usadas duas versões: a primeira possuía o brasão ladeado pelos ramos ao centro, a cruz de cristo e sob esta uma esfera armilar. Todos estes elementos eram encimados por uma coroa real com fundo vermelho, que remetia à bandeira. Mas em 1 de dezembro de 1822, Dom Pedro I, através de um decreto, faz algumas alterações na bandeira. A principal delas foi no fundo da coroa, que era vermelha, e passou para a cor verde, remetendo, a partir daí, a coroa do império.
O objeto foi adquirido em 2013, junto a outros objetos, na administração de Antônio Carlos Parreira Calixto.
Características iconográficas
A coroa do império dentro do losango amarelo representa o ouro; o quadrado verde mostra a abundância das matas nativas; no centro o símbolo da ordem de Cristo que é uma cruz vermelha; há um circulo em volta da cruz com dezenove estrelas representando ás províncias; os ramos mostram o café em flores e outro ramo de tabaco em flor unindo-se em baixo, mostrando os produtos agrícolas que gerava economia na época.
Características estilísticas
A bandeira possui características de uma produção do período industrial, pois apresenta tecido e linhas de composição sintéticas já empregadas a partir dos anos finais do século XIX e início do século XX. Diante disso, estima-se que esta Bandeira seja já do século XX. Hipótese sustentada também pela etiqueta que existe no verso na Bandeira, que já assinala que esta foi comercializada em uma loja no centro de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Características técnicas
A bandeira é constituída por um tecido sintético constituído de matérias-primas não-naturais (principalmente petróleo), tipo poliéster, poliamida, acrílico, nylon e elastano. Não foi possível identificar que tipo de tecido especificamente foi utilizado. A bandeira possui arremate nos barrados feito com máquina de costura do tipo reta. Possui bordado em máquina nas extremidades dos recortes em tecido que montam a figura da peça.
Referências arquivísticas/bibliográficas
Assis, Maria Clara. Inventário dos bens culturais da Revolução Liberal de 1842. Santa Luzia, 2019.
GOMES, Silvânia Maria. Iconografia: imagens, interpretações e novas abordagens no ensino de História. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Lisboa, 2016.
Histórico de exposições
- Revolução Liberal de 1842: A Batalha de Santa Luzia; Solar da Baronesa; Santa Luzia, MG; 17 junho 2019 – 1 dezembro 2020.
Observações
Inscrições:
- “BANDEBRAS® / 0800 31 1050 / (31) 3295 – 2224 / www.bandebras.com.br” (frente da etiqueta) e “BANDEIRAS E ACESSÓRIOS, MASTROS, ESTANDARTES, FLÂMULAS, FAIXAS PARA DESFILE E CAMPEÃO / Know how em qualidade / RU TUPIS – CJ22 – BARRO PRETO – BH – MG” (verso da etiqueta), no canto inferior direito (verso).
- Nº de Registro: “R13” à tinta acrílica sobre tecido (costurado no canto inferior direito do verso)
Número de registro
R13





