Quadro do Teófilo Ottoni
Metadados
Título
Quadro do Teófilo Ottoni
Descrição
Possui uma representação de um homem de idade mediana em fundo branco, com barba e bigode, cabelos curtos dispostos para o lado esquerdo e orelhas à mostra. Encontra-se com os olho direcionados para frente, boca fechada e possui o nariz longilíneo. Veste blusa de gola, paletó e gravata borboleta. A moldura possui detalhes nas cores dourada marrom e bege, com elementos decorativos em dourado.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Santa Luzia - MG
Dimensões
76cm x 55cm x 22cm (com moldura) / 65,5cm x 44 cm (sem moldura)
Técnica
Grafite sobre papel
Procedência
S/R
Autor
Carlos Novy
Classe/subclasse
Acervo histórico/Desenho figurativo
Data
1999
Estado de conservação
Bom
Diagnóstico
O suporte em papel encontra-se íntegro, assim como a estrutura em madeira da moldura. O papel apresenta algumas manchas agrupadas com características amarronzadas e pulverulentas. O vidro encontra-se com sujidades aderidas e restos de fita adesiva. O verso da obra encontra-se íntegro, sem perda de suporte e/ou estabilidade.
Dados históricos
Teófilo Ottoni nasceu em 27 de novembro de 1807, na Vila do Príncipe, capital da Comarca do Serro Frio, província de Minas Gerais. Anteriormente aos acontecimentos de 1842, Ottoni ocupou cargos políticos, tendo sido eleito deputado provincial de Minas Gerais (1835 – 1839) e deputado pelo Parlamento Nacional (1838 – 1841).
Por ter liderado a Revolução de 1842, Teófilo Ottoni foi preso mais de um ano em Ouro Preto, tendo conseguido, ao final, sua absolvição. Passada as conturbações da prisão, Ottoni foi eleito novamente deputado para as legislaturas (1845 – 1847) e, posteriormente, foi escolhido para ocupar o cargo de senador (1864 – 1869). Faleceu em 17 de outubro de 1869, aos 62 anos, no Rio de Janeiro.
Características técnicas
O desenho feito com lápis em grafite em tons mais escuros e mais claros, na tentativa de reproduzir volume e profundidade. O suporte em papel de cor branca possui gramatura mediana, como uma espécie de cartolina. Essa tipologia de papéis está inserida na produção contemporânea de papéis cultivados a partir dos troncos de árvores cultivadas. No Brasil a espécie mais utilizada é o eucalipto,
Referências arquivísticas/bibliográficas
Assis, Maria Clara. Inventário dos bens culturais da Revolução Liberal de 1842. Santa Luzia, 2019.
FIGUEIREDO JÚNIOR, João Cura D’Ars de; DE BELLIS, Vito Modesto: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Química aplicada à conservação e restauração de bens culturais móveis. Belo Horizonte: São Jerônimo 2012, p. 207. Vicente de Paulo: técnica construtiva e conservação- restauração de uma escultura em gesso policromado. 2014.
Observações
Inscrições:
- Nº de Registro: “R12” à tinta acrílica no canto inferior direito (verso)
Número de registro
R12





