Quadro Solar Teixeira da Costa
Metadados
Título
Quadro Solar Teixeira da Costa
Descrição
Quadro representando um casarão de um só pavimento contendo uma parte central, uma escada e duas janelas de cada lado. O casarão apresenta características coloniais, com um telhado em estilo quatro águas. A construção ocupa toda a área do quadro, em formato retangular, disposto na horizontal. Possui moldura de cor escura e fechamento em vidro.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Santa Luzia - MG
Dimensões
54,2cm x 74,2cm (com moldura) / 48,4cm x 68,4cm (sem moldura)
Técnica
Grafite sobre papel
Procedência
Escola Modestino Gonçalves
Autor
S/R
Classe/subclasse
Acervo histórico/Desenho figurativo
Data
Século XX
Estado de conservação
Precário
Diagnóstico
O suporte em papel mostra-se acidificado e quebradiço. Existem nas laterais do desenho manchas de cor alaranjadas, provavelmente decorrentes deste processo. Manchas enegrecidas pulverulentas se desprenderam da superfície do papel em vários pontos do desenho e se aderiram ao vidro, se assemelhando a um ataque de fungos. Ainda na vista frontal do desenho, no canto inferior esquerdo, existem duas grandes manchas de umidade esbranquiçadas. Em uma delas existe uma perda de suporte com formato circular. No verso o Eucatex que faz o fechamento do desenho há um leve abaulamento, ocasionado possivelmente pelo contato com a umidade.
Dados históricos
A peça faz conjunto com mais outros dois quadros, também feitos a lápis-grafite, com dimensões aproximadas e a mesma tipologia de molduras, que retratam outros pontos importantes da cidade, como a Marco do Centenário e a Matriz de Santa Luzia.
O primeiro morador do Solar foi o Padre Manuel Pires de Miranda em 1818. Com características da arquitetura colonial mineira e forros em estilo rococó, o casarão pertenceu a Baronesa de Santa Luzia e depois vendida a Manoel Teixeira da Costa. Funcionou como um hospital no período em que ocorreu a Revolução Liberal de 1842. Em fins do século XIX, a casa pertenceu como residência ao então senador Manoel Teixeira da Costa, figura política no município de Santa Luzia e, posteriormente, aos seus descendentes. Já no século XX, Julieta Teixeira de Salles (Julli) morou no casarão com sua tia Sá Glória (Maria da Glória) e sua irmã Dunga (Maria). No início dos anos 1990 a casa foi desapropriada pela Prefeitura Municipal da cidade e, em 1992, ocorre a criação da Casa de Cultura de Santa Luzia - Museu Histórico Aurélio Dolabella, com gestão da Associação Comunitária de Santa Luzia. Em 2014 o Museu é fechado. O Solar Teixeira da Costa, ainda nos dias atuais, conta com as marcas dos tiros disparados durante a batalha final da Revolução de 1842 nas bandeiras de janelas, ainda conservadas.
O quadro foi doação de Dona Carmem Lidia Diniz, ex- diretora do Grupo Escolar Modestino Gonçalves. Dedicada e curiosa acerca da história da Revolução, solicitou uma de suas professoras de arte a reprodução do Santuário de Santa Luzia, do solar Teixeira da Costa e o do Marco Centenário.
Características técnicas
Desenho à grafite com profundidade e sombreamento na representação do casarão. O papel utilizado como suporte é o Kraft® de cor parda. O fechamento da moldura é em vidro na vista frontal e em Eucatex® na vista posterior.
Referências arquivísticas/bibliográficas
Assis, Maria Clara. Inventário dos bens culturais da Revolução Liberal de 1842. Santa Luzia, 2019.
Observações
Inscrições:
- “4 / 23946” à grafite, no centro (verso);
- Nº de Registro: “R15” à tinta acrílica no canto inferior direito (verso)
Número de registro
R15




