Tela Antônio Belfort Arantes
Metadados
Título
Tela Antônio Belfort Arantes
Descrição
Representação a óleo de um homem com cabeça posicionada em 3/4. Possui sobrancelhas grossas, olhos castanhos, nariz romano, lábios finos, queixo arredondado com dobra, costeletas e cabelos louro escuro. Veste camisa branca de gola alta, gravata borboleta e terno amarronzado. O fundo se apresenta em tom sépia em degrade.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Santa Luzia - MG
Dimensões
53,6 x 44,0 x 2,5 (com moldura) / 43,9 x 33,7 (tela)
Técnica
Óleo sobre tela
Procedência
Ateliê de Célio Nunes
Autor
Célio Nunes
Classe/subclasse
Acervo histórico/Pintura figurativa
Data
08/2011
Estado de conservação
Regular
Diagnóstico
A peça encontra-se em bom estado de conservação, não apresentando danos em seu suporte nem na camada pictórica. No entanto, a moldura apresenta perdas ocasioandas por ataque de insetos xilófagos.
Dados históricos
O quadro fazia parte da pinacoteca da Revolução Liberal de 1842, presente no acervo do MHAD. O pesquisador junto ao artista Célio Nunes foi o magistrado Carlos Henrique Caldeira Brant, conhecedor e pesquisador da Revolução Liberal
Quanto à figura retratada, Antônio Belfort Ribeiro Arantes, futuro barão e visconde de Arantes, nasceu em Aiuruoca (MG) em 1831, filho de Antônio Belfort Arantes e de Maria Custódia Ribeiro do Vale. Seu pai era descendente dos Arantes Marques, família de origem nobre portuguesa, e em 1881 recebeu o título de primeiro barão de Cabo Verde. Sua mãe era filha da tradicional família mineira Ribeiro do Vale e cunhada de João Gualberto de Carvalho, primeiro barão de Cajuru. Sua irmã, Maria Cândida Belfort Ribeiro de Arantes, casou-se com o primo-irmão Militão Honório de Carvalho e se tornou a segunda baronesa de Cajuru. Em 8 de março de 1867 foi nomeado por decreto major ajudante da ordem do comando superior da Guarda Nacional do município de Aiuruoca, e em maio tornou-se tenente-coronel chefe do estado-maior do mesmo comando. Eleito vereador em Turvo – antigo arraial surgido em torno da igreja construída no século XVIII pelo fazendeiro André da Silveira, sucessivamente elevado a vila e a cidade –, exerceu pela primeira vez a presidência da Câmara Municipal entre 1869 e 1872. Em 5 de abril de 1879 tornou-se coronel comandante superior da Guarda Nacional, e em julho seguinte, comendador oficial da Imperial Ordem da Rosa. Na mesma data foi agraciado com o título de barão de Arantes. Voltou a presidir a Câmara de Turvo entre 1883 e 1886, e por carta imperial de 18 de julho de 1888 recebeu o título de visconde de Arantes.
Foi deputado federal por Minas Gerais na primeira legislatura ordinária que se seguiu à promulgação da Constituição republicana de 24 de fevereiro de 1891, exercendo o mandato de outubro de 1892 a dezembro de 1893, ocasião em que fez oposição ao então presidente da República Floriano Peixoto. Voltou a presidir a Câmara Municipal de Turvo em 1894 e 1905-1907. Foi responsável por melhorias na cidade, como a canalização da água, a construção do prédio da Santa Casa e a passagem da Estrada de Ferro Oeste de Minas. Foi ainda fazendeiro e juiz. Faleceu em Turvo em 30 de outubro de 1908.
Características técnicas
A tela, pintada a óleo, possui paleta de cores não muito variadas, são elas: marrom, ocre, preto e branco. Não possui brilho acentuado e a moldura é de madeira chanfrada, superfície lisa e brilhante de cor marrom. O friso da extremidade interna é dourado.
Referências arquivísticas/bibliográficas
ASSIS, Maria Clara. Inventário dos bens culturais da Revolução Liberal de 1842. Santa Luzia, 2019.
FGV. ARANTES, Antônio Belfort Ribeiro . Disponível em: Acesso em 01/06/2020.
Observações
Inscrições:
- “AGOSTO / 2011 / CÉLIO NUNES / [assinatura do autor]” à grafite, entre lado superior e centro; “Antônio Belfort de Arantes” à grafite, no lado inferior. (verso)
- Nº de Registro: “R33” à tinta acrílica, no canto inferior direito (verso).
Número de registro
R33


