Tela Diogo Antônio Feijó
Metadados
Título
Tela Diogo Antônio Feijó
Descrição
Representação a óleo de homem com idade entre 40 e 50 anos. Apresenta cabelos pretos e lisos, com franja curta, marcas de expressão na testa, sobrancelhas finas, olhos castanhos, nariz fino, marcas de expressão que partem das asas do nariz, lábios finos, queixo arredondado com dobra no meio e uma orelha aparente. A cabeça está em posição ¾ para a esquerda. Veste camisa branca com dobras e gola alta, uma espécie de tecido marrom envolvendo seu pescoço e terno de mesma cor. O fundo se apresenta em tom sépia.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Santa Luzia - MG
Dimensões
54,5 x 43,3 x 3,0 (com moldura) X 43,7 x 33,8 (tela)
Técnica
Óleo sobre tela
Procedência
Ateliê de Célio Nunes
Autor
Célio Nunes
Classe/subclasse
Acervo histórico/Pintura figurativa
Data
08/2005
Estado de conservação
Regular
Diagnóstico
A tela encontra-se em bom estado de conservação, não apresentando danos em seu suporte nem na camada pictórica. No entanto, a moldura apresenta perdas ocasioandas por ataque de insetos xilófagos.
Dados históricos
O quadro fazia parte da pinacoteca da Revolução Liberal de 1842, presente no acervo do MHAD. O pesquisador junto ao artista Célio Nunes foi o magistrado Carlos Henrique Caldeira Brant, conhecedor e pesquisador da Revolução Liberal
Quanto à figura representada, Diogo Antônio Feijó, este teria nascido em 1784. Foi deixado na porta do padre Fernando Lopes de Camargo, que o acolheu e batizou.
Feijó não era um membro do clero regular, e defendia abertamente o fim do celibato clerical. Em 1821 foi eleito deputado por São Paulo nas Cortes de Lisboa, onde fez um discurso em favor da independência do Brasil. Ameaçado pela agitação contra os brasileiros separatistas, fugiu para a Inglaterra com ajuda de diplomatas britânicos. Regressou ao Brasil depois da proclamação da Independência, em 1822. Fundou o Partido Progressista, que deu origem ao Partido Liberal, e atraiu a ira dos aristocratas por apoiar o fim da escravidão.
Foi eleito regente do Império, em 1835, após a transformação da Regência Trina em Una pelo Ato Adicional de 1834, mas acuado com os movimentos separatistas, renunciou em 1837.
Voltou a presidir o Senado em 1839. De Sorocaba, participou da Revolta Liberal de 1842. Foi preso, e defendeu-se da acusação em 15 de maio de 1843, tendo conquistado a absolvição. Faleceu em 10 de novembro de 1843, em São Paulo.
Características técnicas
A tela, pintada a óleo, possui paleta de cores não muito variadas, são elas: marrom, ocre, preto e branco. Não possui brilho acentuado e a moldura é de madeira chanfrada, superfície lisa e brilhante de cor marrom. O friso da extremidade interna é dourado.
Referências arquivísticas/bibliográficas
ASSIS, Maria Clara. Inventário dos bens culturais da Revolução Liberal de 1842. Santa Luzia, 2019.
ARQUIVO NACIONAL. Diogo Antônio Feijó. Memória da Administração Pública Brasileira, Brasília, 2020. Disponível em: Acesso em 05/11/2020.
Histórico de exposições
- Revolução Liberal de 1842: A Batalha de Santa Luzia; Solar da Baronesa; Santa Luzia, MG; 17 junho. 2019 -2020.
Observações
Inscrições:
- “AGOSTO / 2005 / CÉLIO NUNES / [assinatura do autor] à grafite, entre lado superior e centro; “Revolução Liberal de 1842 / Iconografia / Nome: Padre Diogo Antônio Feijó / Fonte: Galeria dos Brasileiros Ilustres – S.A. Sisson / Técnica – Óleo sobre tela / Dimensões – 25cm x 45cm / Artista plástico: Célio Nunes / Data: Agosto / 2005 / Pesquisador: Marcos Henrique Caldeira Brant / Acervo patrimonial nº___” impresso sobre papel colado na tela, entre centro e lado inferior; “Diogo Antônio Feijó” á grafite, no lado inferior; “PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA LUZIA / PATRIMÔNIO / Nº 50282” impresso sobre placa de metal. (verso)
- Nº de Registro: “R42” no canto inferior direito (verso)
Número de registro
R42


