Tela José Feliciano P. C. da Cunha
Metadados
Título
Tela José Feliciano P. C. da Cunha
Descrição
Representação a óleo de homem com idade entre 35 e 40 anos. Apresenta cabelos castanho com entradas nos cantos, testa comprida, sobrancelhas finas, olhos castanhos, nariz fino e adunco, marcas leves de expressão no canto dos olhos, marcas de expressão que partem das asas do nariz, lábios pequenos, queixo com dobra no meio, costeletas e uma orelha aparente. Veste farda militar marrom com dragona, botões e insígnia dourados. O fundo se apresenta em tom ocre degrade.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Santa Luzia - MG
Dimensões
53,7 x 43,7 x 3,0 (com moldura) x 43,7 x 33,7 (tela)
Técnica
Óleo sobre tela
Procedência
Ateliê de Célio Nunes
Autor
Célio Nunes
Classe/subclasse
Acervo histórico/Pintura figurativa
Data
08/2004
Estado de conservação
Regular
Diagnóstico
A tela encontra-se em bom estado de conservação, não apresentando danos em seu suporte nem na camada pictórica. No entanto, a moldura apresenta perdas ocasioandas por ataque de insetos xilófagos.
Dados históricos
O quadro fazia parte da pinacoteca da Revolução Liberal de 1842, presente no acervo do MHAD. O pesquisador junto ao artista Célio Nunes foi o magistrado Carlos Henrique Caldeira Brant, conhecedor e pesquisador da Revolução Liberal
Quanto à figura representada, José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barão de Cocais, nasceu em 1812, em Santa Bárbara (MG). Era casado com Antônia Tomásia de Figueiredo Neves, com quem teve quatro filhos. Foi Coronel do Exército, veador da Casa Imperial, presidente da província de Minas Gerais (1835), deputado da Assembléia Geral (1838 e 1848) e líder da bancada do Partido Liberal. Era possuidor de imensa fortuna e terras. Fundou em 1833, com um grupo de brasileiros em associação com capitalistas ingleses, a Companhia de Mineração Brasileira da Serra dos Cocais.
Em 1842 integrou o movimento revolucionário eclodido em Minas Gerais, comandando as forças rebeldes e sendo aclamado presidente interino. Devido a sua participação na revolta foi preso e libertado somente em 1844, com a anistia decretada pelo imperador aos envolvidos no movimento, recebendo mais tarde, em 1855, seu título de barão.
Características iconográficas
Apresenta uma insígnia com estrela de seis pontas com um adorno interior avermelhado, com uma cruz em seu interior, que remeteria à comenda da Ordem de Cristo.
Características técnicas
A tela, pintada a óleo, possui paleta de cores não muito variadas, são elas: marrom, ocre, preto e branco. Não possui brilho acentuado e a moldura é de madeira chanfrada, superfície lisa e brilhante de cor marrom. O friso da extremidade interna é dourado.
Referências arquivísticas/bibliográficas
- ARQUIVO NACIONAL. Fundo/Coleção R8 – Barão de Cocais. Diretório Brasileiro de Arquivos. Disponível em: Acesso em 05/11/2020.
Observações
Inscrições:
- “AGOSTO / 2004 / CÉLIO NUNES / [assinatura do autor]” à grafote, entre lado superior e centro; “Revolução Liberal de 1842 / Iconografia / Nome: José Feliciano Pinto Coelho da Costa / Fonte: Caxias – Afonso de Carvalho / Técnica – Óleo sobre tela / Dimensões – 35cm x 45cm / Artista plástico: Célio Nunes / Data: junho/2004 / Pesquisador: Marcos Henrique Caldeira Brant / Acervo patrimonial nº___” impresso sobre papel colado na tela, entre centro e lado inferior/ “José Feliciano P. C. da Cunha” à grafite, no lado inferior; “PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA LUZIA / PATRIMÔNIO / Nº 502 81” impresso sobre metal colado na tela, no lado inferior (verso).
- Nº de Registro: “R43” no canto inferior direito (verso).
Número de registro
R44


