Tela Manuel Alves Branco
Metadados
Título
Tela Manuel Alves Branco
Descrição
Representação a óleo de homem gordo branco com idade entre 35 e 40 anos. Apresenta cabelo louro escuro ondulado partido para o lado direito com entradas nas laterais, testa comprida, sobrancelhas finas, olhos castanhos, olheiras leves, dorso nasal fino, asas do nariz arredondadas, marcas de expressão que partem das asas do nariz, lábios pequenos, queixo arredondado, papada e costeletas. A cabeça encontra-se em posição frontal. Veste camisa rosada de gola alta, gravata borboleta de mesma cor e terno marrom. O fundo se apresenta em tom ocre degrade.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Santa Luzia - MG
Dimensões
53,4cm x 43,7cm x 3,0cm
Técnica
Óleo sobre tela
Procedência
Ateliê de Célio Nunes
Autor
Célio Nunes
Classe/subclasse
Acervo histórico/Pintura figurativa
Data
08/2004
Estado de conservação
Regular
Diagnóstico
A tela apresenta desgaste no lado direito e a moldura possui deterioração ocasionada por ataque de insetos xilófagos.
Dados históricos
O quadro fazia parte da pinacoteca da Revolução Liberal de 1842, presente no acervo do MHAD. O pesquisador junto ao artista Célio Nunes foi o magistrado Carlos Henrique Caldeira Brant, conhecedor e pesquisador da Revolução Liberal
Quanto à figura representada, Manuel Alves Branco nasceu em Salvador, Bahia, em 7 de junho de 1797. Formou-se em Direito e Ciências Naturais na Universidade de Coimbra, em 1823. Foi juiz do crime em Salvador (1824), juiz de fora em Santo Amaro (1827) e juiz de fora na Corte (1839). Na política foi deputado geral (1830) e senador (1837). Foi ministro da Justiça (1835 e 1844), de Estrangeiros (1835), da Fazenda (1837, 1839, 1844 e 1847) e do Império (interino em 1837 e 1845 e titula em 1847). Como ministro da Fazenda, com o intuito de aumentar a receita e reduzir o déficit na balança comercial, elevou os impostos para importação, estabelecendo uma nova tarifa para as alfândegas do Império, que ficaria conhecida como Tarifa Alves Branco. Foi ainda presidente do Conselho de Ministros (1847) e membro do Conselho do Estado. Segundo visconde de Caravelas (1854), recebeu o título de cavaleiro da Ordem do Cruzeiro.
No contexto da Revolução Liberal, Manuel Alves Branco, na posição de conselheiro do Estado, ministro e secretário de Estado encarregado interinamente dos Negócios da Justiça, por meio do Decreto Nº 342 de 14 de março de 1844, concede anistia aos revoltosos envolvidos no conflito. Faleceu em Niterói em 13 de julho de 1855.
Características técnicas
A tela, pintada a óleo, possui paleta de cores não muito variadas, são elas: marrom, ocre, preto e branco. Não possui brilho acentuado e a moldura é de madeira chanfrada, superfície lisa e brilhante de cor marrom. O friso da extremidade interna é dourado.
Referências arquivísticas/bibliográficas
ARQUIVO NACIONAL. Manuel Alves Branco. 2018. Disponível em: Acesso em 08/01/2021.
MARINHO, José Antônio. História da Revolução Liberal de 1842. Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2015. Disponível em: Acesso em 08/01/2021.
Observações
Inscrições:
- “Agosto / 2004 / CÉLIO NUNES / [ASSINATURA DO AUTOR]” á grafite entre lado superior e centro; “Revolução Liberal de 1842 / Iconografia / Nome: Manuel Alves Branco / Fonte: Grandes personagens da Nossa História – Abril Cultural /Técnica – Óleo sobre tela / Dimensões – 35cm x 45cm / Artista plástico: Célio Nunes / Data: Julho/2004 / Pesquisador: Marcos Henrique Caldeira brant / Acervo patrimonial nº ____” impresso sobre papel colado na tela, entre centro e lado inferior; “Manuel Alves Branco” à grafite, no lado inferior; “PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA LUZIA / PATRIMÔNIO Nº 50279” impresso sobre metal colado na moldura, no canto inferior direito (verso).
Número de registro
R49


