Tela O Visconde de Abaeté
Metadados
Título
Tela O Visconde de Abaeté
Descrição
Homem de meia idade com barba e costeletas. Está representado de frente e apresenta sinais de idade, cabelos lisos castanhos penteados para trás e olhos de mesma cor, nariz protuberante, sobrancelhas finas, lábios medianos, e orelhas grandes aparentes. Veste camisa branca, gravata borboleta preta e terno marrom. O fundo se apresenta em tom sépia em degrade.
Proteção legal
Nenhuma
Origem
Santa Luzia - MG
Dimensões
53,5 x 43,7 x 2,5 (com moldura) / 43,5 x 33,6 (tela)
Técnica
Óleo sobre tela
Procedência
Ateliê de Célio Nunes
Autor
Célio Nunes
Classe/subclasse
Acervo histórico/Pintura figurativa
Data
08/2008
Estado de conservação
Regular
Diagnóstico
A peça encontra-se em bom estado de conservação, não apresentando danos em seu suporte nem na camada pictórica. No entanto, a moldura apresenta perdas ocasioandas por ataque de insetos xilófagos.
Dados históricos
O quadro fazia parte da pinacoteca da Revolução Liberal de 1842, presente no acervo do MHAD. O pesquisador junto ao artista Célio Nunes foi o magistrado Carlos Henrique Caldeira Brant, conhecedor e pesquisador da Revolução Liberal.
Quanto à figura retratada, Antonio Paulino Limpo de Abreu (Visconde de Abaeté) nasceu em Lisboa a 22 de setembro de 1798. Era filho do Tenente-Coronel de Engenheiros Manoel do Espírito Santo Limpo e de D. Maria da Maternidade de Abreu e Oliveira. Limpo de Abreu seguiu para Coimbra, em 1815, matriculando-se na Faculdade de Leis da Universidade da mesma cidade, onde fez o curso e recebeu o grau de Licenciado em Leis no dia 17 de julho de 1820. Regressou ao Brasil, em setembro desse ano. Iniciou sua carreira na Magistratura, sendo nomeado por D. João VI, em decreto de 22 de janeiro de 1821, Juiz de Fora da vila de São João d’El-Rei, obtendo a nomeação de Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas da mesma vila, em alvará de 5 de abril seguinte. Foi depois nomeado Desembargador da Relação da Bahia, em decreto de 12 de outubro de 1826. Exerceu a alta administração da província de Minas Gerais, sendo nomeado Presidente, pela Regência, em decreto de 2 de outubro de 1833, tomando posse a 5 de novembro seguinte. Foi elevado a Ministro Adjunto do Conselho Supremo Militar, em decreto de 26 de maio de 1837.
Exerceu o mandato de Deputado pela referida província nas 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 6ª legislaturas. Em carta imperial de 13 de novembro de 1847, foi nomeado Senador pela mesma província, em substituição do Marquês de Baependi, que faleceu a 15 de fevereiro de 1847, havendo sido eleito Presidente do Senado no período de 1861 a 1873. Limpo de Abreu foi preso em 18 de junho de 1842, a bordo da fragata “Paraguassu”, sendo deportado para Portugal, em conseqüência dos pronunciamentos armados das províncias de São Paulo e Minas Gerais. Regressou em 5 de junho de 1843, no vapor Royal Sovereign, foi preso a bordo e recolhido ao Corpo Municipal. Obteve a liberdade em virtude de habeas corpus concedido em 22, também de junho, pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Antônio Paulino Limpo de Abreu foi Ministro de Estado nos Gabinetes de 14 de outubro de 1835, ocupando as pastas do Império e Justiça; de 5 de fevereiro de 1836 — pastas da Justiça, Império e Estrangeiros; de 1º de novembro do mesmo ano — pastas do Império e Estrangeiros; de 24 de julho de 1840 — pasta da Justiça; de 2 de fevereiro de 1844 — pasta dos Estrangeiros; de 8 de março de 1848 — pastas dos Estrangeiros e Fazenda; de 6 de setembro de 1853 — pastas dos Estrangeiros e Fazenda; e de 12 de dezembro de 1858 — pasta da Marinha.
Recebeu de D. Pedro I o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo, em alvará de 13 de setembro de 1821, e por D. Pedro II, com o título do Conselho, em carta de 29 de julho de 1840; Gentil-Homem da Imperial Câmara, em decreto de 18 de julho de 1841; dignitário da Ordem do Cruzeiro, em decreto de 25 de março de 1845; Conselheiro de Estado em 1848; Grã-Cruz da aludida Ordem de Cristo, em decreto de 26 de junho de 1852; e o título de Visconde de Abaeté, com honras de grandeza, em decreto de 2 de dezembro de 1854. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1883, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.
Características técnicas
A tela, pintada a óleo, possui paleta de cores não muito variadas, são elas: marrom, ocre, preto e branco. Não possui brilho acentuado e a moldura é de madeira chanfrada, superfície lisa e brilhante de cor marrom. O friso da extremidade interna é dourado.
Referências arquivísticas/bibliográficas
ASSIS, Maria Clara. Inventário dos bens culturais da Revolução Liberal de 1842. Santa Luzia, 2019.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Ministros: Antonio Paulino Limpo de Abreu (Visconde de Abaeté). Disponível em: Acesso em 29/05/2020.
Observações
Inscrições:
- “AGOSTO / 2008 / CÉLIO NUNES / [assinatura do autor]” à grafite, entre centro e lado superior; “Revolução Liberal de 1842 / Iconografia / Nome:Antônio Paulino Limpo de Abreu / Fonte: Galeria dos Brasileiros Ilustres X.S Sisson / Técnica – Óleo sobre tela / Dimensões: 35cm x 45cm / Artista plástico: Célio Nunes / Data: 18/08/2008 / Pesquisador: Marcos Henrique Caldeira Brant / Acervo patrimonial nº____” impresso em papel colado sobre a tela, entre centro e lado inferior; “Visconde de Abaeté” à grafite no lado inferior.
- Nº de Registro: “R31” à tinta acrílica, no canto inferior direito (verso).
Número de registro
R31


